O causo do Pufão
Fazia tempo que Elisana queria um pufão para a sua sala. O espaço não era dos mais amplos... e não cabia um sofá em L como ela queria, então o pufão poderia adicionar assentos sem tomar muito espaço.
Mas Elisana não queria comprar um pufão, porque além de outros comprometimentos financeiros que tinha, ainda havia a possibilidade de ela acabar não gostando do pufão (essa Elisana! Um tanto quanto ágil em sua habilidade de mudar de opinião...) então o que fazer?
Pensou em fazer um pufão. O marido faria a armação e ela cobriria de tecido. Já tinha até visto um feito de engradado de refrigerante. Hum.... Mas isso de envolver o marido já acrescentaria outra variável: apesar de habilidoso, seu tempo estava muito restrito.
Foi em meio a esse debate consigo mesma que se deparou com uma mensagem no Freecycle: doa-se um pufão! Respondeu a mensagem. Solicitou o pufão. Ufa! Estava disponível!
Foram buscá-lo. Na casa da doadora, o pufão ficava perto da janela, e estava evidente que sofria de um caso de bronzeamento excessivo, só que ao inverso. Estava desbotado. Era revestido em jeans, e em termos de função, estava em perfeito estado, era de uma marca de excelente reputação, e era grande! Tão grande que acomodava 2 adultos sentados! E não só isso, ele ainda abria e seria possível
Grávida (8 meses talvez), saiu pela calçada empurrando seu pufão (tinha rodinhas!) e pensando nas possibilidades. O marido viu um pufãozão desbotado, mas ficou feliz porque Elisana estava feliz.
Ela pensou em tirar o jeans, desmontar, trocar o tecido e remontar o pufão inteiro. Mas lembra que ela estava grávida? Pois é, já não tinha muito tempo e ao analisar a montagem, decidiu que seria complicado remontar e dar um bom acabamento na peça toda, porque a parte de dentro já era montada no tecido. Então resolveu fazer uma capa, que seria igualmente funcional e com um bônus: caso ela mudasse de opinião quanto a estampa, seria mais fácil de trocar. E também poderia tirá-la prá lavar (lembra que ela estava grávida? Pois é, seus filhos nasceram com uma capacidade ímpar de desenvolver métodos de impressão em tecidos usando canetinhas, giz de cera, frutinhas silvestres e outros itens bem menos agradáveis).
Depois de muita medição e muita costura reta (ou, mais precisamente, costura QUASE reta), Elisana olhou para o fruto do seu trabalho e deu um auto-tapinha nas costas: Muito bem!, disse a si mesma.
Mas ela não poderia ficar só nisso. Não Elisana. Ela foi adiante e fez almofadas para combinar. E como ela se conhece o suficiente, fez a parte da frente e a parte de trás com tecidos diferentes, porque caso ela se cansasse de um lado, poderia usar o outro; ou uma de cada lado se estivesse indecisa.
E a sua sala ficou mais aconchegante, tinha um lugarzinho a mais para sentar, para esticar as pernas, para
E um bônus: tudo combinava com as persianas romanas que tinha feito na gravidez anterior. Aquelas cortinas, que requiseram pesquisas em livros e na internet, e por fim cálculos meticulosos baseados puramente no achismo, já que cada fonte dava uma informação diferente. Aquelas cortinas que tinham uma estampa meio louca, meio "cheguei", bem moderna, da qual ela tinha certeza que enjoaria em menos de 1 ano, mas mesmo assim resolveu fazer porque... porque.... porque tinha que ser aquela estampa. Fizera até o bandô combinando: bonito que só ele!
Isso tudo já faz um bocadinho de anos, e ela ainda não se cansou nem das cortinas, nem do pufão, nem da capa, nem das almofadas. Isso sim mereceu um tapinha nas costas, pois foi uma realização e tanto!
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| Pufão antes da capa |
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| Haja pecinha de quebra-cabeças..... |
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| A capa |
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| Almofadas lado 1 |
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| Almofadas lado 2 |
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| Persianas Romanas |
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| Persianas abertas |
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| A estampa |































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